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02_tutoriais:tutorial1b:start [2021/12/15 19:18]
adalardo
02_tutoriais:tutorial1b:start [2024/08/12 05:48] (atual)
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 {{:​02_tutoriais:​tutorial1:​mapa20.png?​400 ​ |}} {{:​02_tutoriais:​tutorial1:​mapa20.png?​400 ​ |}}
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-Agora que apresentamos as bases conceituais e da sintaxe da linguagem R é o momento de entender o ambiente de programação ​a que a linguagem está associada. O R não é só o interpretador da linguagem. Existe toda a gestão da informação que transita nessa nossa conversa com o R. Para ser um bom usuário do R é importante que entenda como essa interação se dá e é preciso se localizar nesse ambiente que é nossa oficina virtual de criação.+Agora que apresentamos as bases conceituais e da sintaxe da linguagem R é o momento de entender o ambiente de programação ​ao qual a linguagem está associada. O R não é só o interpretador da linguagem. Existe toda a gestão da informação que transita nessa nossa conversa com o R. Para ser um bom usuário do R é importante que entenda como essa interação se dá e é preciso se localizar nesse ambiente que é nossa oficina virtual de criação.
 Até aqui já entendemos que nesse ambiente de programação há dois espaços distintos: o código ou script e o interpretador do R! Pois bem, esses são os limites do nosso ambiente, nossa ligação com o R que é o script e a conexão com a linguagem de máquina que é o interpretador!  ​ Até aqui já entendemos que nesse ambiente de programação há dois espaços distintos: o código ou script e o interpretador do R! Pois bem, esses são os limites do nosso ambiente, nossa ligação com o R que é o script e a conexão com a linguagem de máquina que é o interpretador!  ​
  
-Entre esses extremos existem espaços virtuais ((tecnicamente chamados no R de ''​environments''​)) que organizam o fluxo da informação e seu armazenamento. ​ +Entre esses extremos existem espaços virtuais ((tecnicamente chamados no R de ''​environments''​)) que organizam o fluxo da informação e seu armazenamento. Por exemplo, criamos objetos e acessamos aquilo que foi atribuído a ele e também manipulamos esse objeto com outros objetos da classe função. ​ 
-Por exemplo, criamos objetos e acessamos aquilo que foi atribuído a ele e também manipulamos esse objeto com outros objetos da classe função. Mas onde o objeto criado fica armazenado? De onde vem a função que utilizamos? Como faço para acessar meu script de uma sessão do R?+ 
 +Mas onde o objeto criado fica armazenado? De onde vem a função que utilizamos? Como faço para acessar meu script de uma sessão do R?
  
  
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-Nosso exemplo de como se organizar no R aqui, será com o ruWindows. Não porque gostamos do sistema operacional,​ mas simplesmente porque é o sistema mais utilizado. A lógica é a mesma para outros sistemas operacionais,​ como macOS e Linux, com pequenas variações. Veja abaixo como o R está organizado no Windows.  ​+Nosso exemplo de como se organizar no R aqui, será com o Windows. Não porque gostamos do sistema operacional,​ mas simplesmente porque é o sistema mais utilizado. A lógica é a mesma para outros sistemas operacionais,​ como macOS e Linux, com pequenas variações. Veja abaixo como o R está organizado no Windows.  ​
  
 <WRAP center round box 60%> <WRAP center round box 60%>
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 ==== Organize suas pastas ==== ==== Organize suas pastas ====
  
-Antes de começar um novo projeto, uma nova análise de dados por exemplo, crie uma pasta((diretório é o termo técnico)) de trabalho ​ específico para o projeto, com o menu //**Botão direito do mouse>​Novo>​Pasta**//​ do ruWindows ​explorer. +Antes de começar um novo projeto, ​como uma nova análise de dados por exemplo, crie uma pasta((diretório é o termo técnico)) de trabalho específico para o projeto, com o menu //**Botão direito do mouse>​Novo>​Pasta**//​ do Windows ​explorer. 
-Por exemplo, para esse curso você pode criar uma pasta ''​cursoR''​ e dentro dela uma outra como ''​aula01Intro''​ e dentro dessa pasta, colocar o script que fizemos na aula anterior ''​tutorial01.r''​ .+Por exemplo, para esse curso você pode criar uma pasta ''​cursoR''​ e dentro dela uma outra como ''​aula01Intro''​ e dentro dessa pasta, colocar o script que fizemos na aula anterior ''​tutorial01.r''​.
  
 <WRAP center round box 80%> <WRAP center round box 80%>
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-Após criar as pastas, execute o R a partir do atalho do ruWindows ​ou pelo menu de programas ​ no computador ou na barra de ferramentas. ​+Após criar as pastas, execute o R a partir do atalho do Windows ​ou pelo menu de programas no computador ou na barra de ferramentas. ​
  
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-{{:​02_tutoriais:​clique_atalho_r.png}} {{:​02_tutoriais:​clique_barra_ferram-r.png}}+{{:​02_tutoriais:​clique_atalho_r.png|}} {{:​02_tutoriais:​clique_barra_ferram-r.png|}}
  
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-Ao iniciar o R pelo atalho da área de trabalho do ruWindows ​o diretório de trabalho será sempre o mesmo, ​ possivelmente em "Meus Documentos",​ e.g.:+Ao iniciar o R pelo atalho da área de trabalho do Windows ​o diretório de trabalho será sempre o mesmo, possivelmente em "Meus Documentos",​ e.g.:
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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 </​code>​ </​code>​
  
-Para mudar o diretório usamos a função ''​setwd'',​ de //set work directory//:​+Para mudar o diretório usamos a função ''​setwd'',​ de //set working ​directory//:​
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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 <WRAP center round important 60%> <WRAP center round important 60%>
  
-**IMPORTANTE:​** as barras de endereço devem ser no padrão Linux, ou seja, barras simples e não dupla invertida como a utilizada em ruWindows. Um erro comum no R é esquecer as ''"''​s ao digitar o endereço do diretório de trabalho, veja [[:​dezmanda]]. ​+**IMPORTANTE:​** as barras de endereço devem ser no padrão Linux, ou seja, barras simples e não dupla invertida como a utilizada em Windows. Um erro comum no R é esquecer as ''"''​s ao digitar o endereço do diretório de trabalho, veja [[:​dezmanda]]. ​
    
 </​WRAP>​ </​WRAP>​
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 </​code>​ </​code>​
  
-Caso esteja no diretório de trabalho ​desejado ​é possível listar todos os arquivos ​da pasta utilizando uma das funções abaixo:+Caso a mudança de diretório de trabalho ​tenha dado certo, ​é possível listar todos os arquivos ​contidos nesta pasta utilizando uma das funções abaixo:
 <code rsplus> <code rsplus>
 dir() dir()
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 ==== Workspace do R ==== ==== Workspace do R ====
  
-Todo objeto criado em uma sessão do R fica armazenado, durante a sessão, na área de trabalho ((tecnicamente chamado de //Global Environment//​ ou //​Workspace//​)). Para não confundir a área de trabalho do R com a área de trabalho do ruWindows, vamos aqui utilizar o termo **workspace** para designar a área de trabalho do R. Na nossa metáfora da oficina, podemos dizer que a //área de trabalho do R// é a nossa bancada, onde temos os objetos que estamos trabalhando.  ​+Todo objeto criado em uma sessão do R fica armazenado, durante a sessão, na área de trabalho ((tecnicamente chamado de //Global Environment//​ ou //​Workspace//​)). Para não confundir a área de trabalho do R com a área de trabalho do Windows, vamos aqui utilizar o termo **workspace** para designar a área de trabalho do R. Na nossa metáfora da oficina, podemos dizer que a //área de trabalho do R// é a nossa bancada, onde temos os objetos que estamos trabalhando.  ​
 {{:​02_tutoriais:​tutorial1:​bancada.png?​200 ​ |}} {{:​02_tutoriais:​tutorial1:​bancada.png?​200 ​ |}}
  
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 </​code>​ </​code>​
  
-Note que o ''​objetosCo''​ é um vetor da classe ''​characters''​ e contém os nomes dos objetos que apresentam ''​co''​ no nome. +Note que o ''​objetosCo''​ é um vetor da classe ''​character''​ e contém os nomes dos objetos que apresentam ''​co''​ no nome. 
  
 Os objetos que estão no workspace podem ser salvos no seu diretório de trabalho utilizando a função ''​save''​. A função ''​save.image''​ é um atalho da função ''​save''​ para salvar todos os objetos do workspace. O arquivo salvo, em geral, tem a extensão ''​.RData''​((pode encontrar também como sendo ''​.Rda'',​ existe outro formato de arquivo de dados no R que é o ''​.Rds''​ que armazena apenas um objeto)). Vamos salvar os objetos que tem o padrão ''​co''​ no nome no nosso diretório de trabalho e em seguida certifique-se de que o arquivo RData foi criado: Os objetos que estão no workspace podem ser salvos no seu diretório de trabalho utilizando a função ''​save''​. A função ''​save.image''​ é um atalho da função ''​save''​ para salvar todos os objetos do workspace. O arquivo salvo, em geral, tem a extensão ''​.RData''​((pode encontrar também como sendo ''​.Rda'',​ existe outro formato de arquivo de dados no R que é o ''​.Rds''​ que armazena apenas um objeto)). Vamos salvar os objetos que tem o padrão ''​co''​ no nome no nosso diretório de trabalho e em seguida certifique-se de que o arquivo RData foi criado:
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 </​code>​ </​code>​
  
-Agora, vamos salvar ​todas os objetos do **workspace** e verificar se foi criado o arquivo!+Agora, vamos salvar ​todos os objetos do **workspace** e verificar se foi criado o arquivo!
  
  
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 ==== Arquivo .RData ==== ==== Arquivo .RData ====
  
-Agora com a sessão do R desligada, abra o gerenciador de arquivos, Windows Explorer, na pasta criada no inicio ​desse tutorial, nossa sugestão foi algo como:+Agora com a sessão do R desligada, abra o gerenciador de arquivos, Windows Explorer, na pasta criada no início ​desse tutorial, nossa sugestão foi algo como:
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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-Deve existir um  arquivo com o nome ''​.RData''​ que listamos na nossa sessão do R. Entretanto, como se trata de arquivo oculto, normalmente o sistema operacional não mostra! Veja a documentação do ruWindows: [[https://​support.microsoft.com/​pt-br/​help/​14201/​windows-show-hidden-files| como mostrar arquivos ocultos ]]+Deve existir um  arquivo com o nome ''​.RData''​ que listamos na nossa sessão do R. Entretanto, como se trata de arquivo oculto, normalmente o sistema operacional não mostra! Veja a documentação do Windows: [[https://​support.microsoft.com/​pt-br/​help/​14201/​windows-show-hidden-files| como mostrar arquivos ocultos ]]
  
 /* /*
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 **__Mostrando Arquivos Ocultos__** **__Mostrando Arquivos Ocultos__**
  
-Veja como configurar essa opção no ruWindows:((clique na imagem para ampliar))+Veja como configurar essa opção no Windows:((clique na imagem para ampliar))
  
 <WRAP center round box 80%> <WRAP center round box 80%>
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 Caso o gerenciador de arquivos já esteja configurado para mostrar arquivos ocultos, você verá o arquivo ​ ''​.RData''​ na pasta. Caso o gerenciador de arquivos já esteja configurado para mostrar arquivos ocultos, você verá o arquivo ​ ''​.RData''​ na pasta.
  
-<WRAP center round box 80%> +<WRAP center round box 60%> 
-{{:​02_tutoriais:​tutorial1b:​arquivo_oculto.PNG?​700|}}+{{ :​02_tutoriais:​tutorial1b:​arquivo_oculto.PNG?​700 |}}
 </​WRAP>​ </​WRAP>​
  
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 Acabamos de ensinar como abrir uma sessão do R com todos os objetos criados na última sessão aberta do R e apontando para o diretório de trabalho desejado. Isso é uma forma eficiente de reiniciar uma sessão do R que foi interrompida! Acabamos de ensinar como abrir uma sessão do R com todos os objetos criados na última sessão aberta do R e apontando para o diretório de trabalho desejado. Isso é uma forma eficiente de reiniciar uma sessão do R que foi interrompida!
  
-Note que o ''​allobj''​ está entre os objetos que foram carregados pelo ''​.RData''​. Ele foi criado depois que utilizamos a função ''​save.image''​. Isso acontece porque ao fechar a sessão concordamos em salvá-la e por padrão o R executa ''​save.image()''​ antes de fechar. O arquivo ''​.RData''​ salvo anteriormente foi sobrescrito pelo novo ''​.RData''​ que contem ​o ''​allobj''​.+Note que o ''​allobj''​ está entre os objetos que foram carregados pelo ''​.RData''​. Ele foi criado depois que utilizamos a função ''​save.image''​. Isso acontece porque ao fechar a sessão concordamos em salvá-la e por padrão o R executa ''​save.image()''​ antes de fechar. O arquivo ''​.RData''​ salvo anteriormente foi sobrescrito pelo novo ''​.RData''​ que contém ​o ''​allobj''​.
  
  
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 {{:​02_tutoriais:​tutorial1b:​slowcomputer.jpg?​300 ​ |}} {{:​02_tutoriais:​tutorial1b:​slowcomputer.jpg?​300 ​ |}}
  
-Quando iniciamos uma sessão do R pelo menu ou por um atalho da área de trabalho do Windows, ele automaticamente busca um arquivo ''​.RData''​ no diretório de trabalho a que está vinculado e carrega automaticamente esse ''​.RData''​. Caso o usuário tenha o hábito de abrir o R sempre do mesmo atalho ​ e sempre salvar ao fechar a sessão, o arquivo ''​.RData''​ rapidamente se torna um monstro devorador de memória, com todos os objetos criados em todas as sessões do R que foram trabalhadas. Como o R armazena o **workspace** da sessão na memória RAM do computador, logo seu computador irá parecer uma carroça velha, mesmo se for um Mac de 50 mil reais!+Quando iniciamos uma sessão do R pelo menu ou por um atalho da área de trabalho do Windows, ele automaticamente busca um arquivo ''​.RData''​ no diretório de trabalho a que está vinculado e carrega automaticamente esse ''​.RData''​. Caso o usuário tenha o hábito de abrir o R sempre do mesmo atalho e sempre salvar ao fechar a sessão, o arquivo ''​.RData''​ rapidamente se torna um monstro devorador de memória, com todos os objetos criados em todas as sessões do R que foram trabalhadas. Como o R armazena o **workspace** da sessão na memória RAM do computador, logo seu computador irá parecer uma carroça velha, mesmo se for um Mac de 50 mil reais!
 Entretanto, o ''​.RData''​ pode ser um instrumento muito importante para salvar resultados complexos e que ocupam muita memória ou que tomaram muito tempo para serem processados. ​ Entretanto, o ''​.RData''​ pode ser um instrumento muito importante para salvar resultados complexos e que ocupam muita memória ou que tomaram muito tempo para serem processados. ​
  
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-=== Removendo todos os Objetos ​===+=== Removendo todos os objetos ​===
  
 A documentação do ''​rm''​ nos diz que o argumento ''​list''​ deve receber uma vetor de caracteres com o nome dos objetos que devem ser removidos. ​ A documentação do ''​rm''​ nos diz que o argumento ''​list''​ deve receber uma vetor de caracteres com o nome dos objetos que devem ser removidos. ​
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 Agora vamos simular a perda dos objetos: saia do R, respondendo "​NÃO"​ à pergunta "​Salvar Área de Trabalho"​((detalhes na [[03_apostila:​02-entrada#​Como o R Guarda os Dados?​|apostila]])). Agora vamos simular a perda dos objetos: saia do R, respondendo "​NÃO"​ à pergunta "​Salvar Área de Trabalho"​((detalhes na [[03_apostila:​02-entrada#​Como o R Guarda os Dados?​|apostila]])).
  
-Abra o R de novo a partir do ''​.RData''​. Tudo perdido? Não! Com o código salvo (script) você pode executá-lo novamente, e recuperar todo o trabalho. Repita o procedimento ​novamente ​de abrir o arquivo de script e rodá-lo ;-).+Abra o R de novo a partir do ''​.RData''​. Tudo perdido? Não! Com o código salvo (script) você pode executá-lo novamente, e recuperar todo o trabalho. Repita o procedimento de abrir o arquivo de script e rodá-lo ;-).
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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 </​code>​ </​code>​
  
-O ''​search()''​ retorna os pacotes ​que estão ​carregados ​na sua sessão do R. Pacotes são conjuntos de ferramentas associadas a algum conjunto de tarefas. Na nossa metáfora da oficina os pacotes são os armários onde guardamos nossas ferramentas classificadas pelo tipo de uso. Por padrão o R abre alguns desses armários quando iniciamos uma sessão, os armários com as ferramentas básicas: eles que contem as funções que estamos usando.+O ''​search()''​ retorna os compartimentos (''​environments''​) ​que estão ​disponíveis ​na sua sessão do R, entre esses compartimentos estão os pacotes carregados. Pacotes são conjuntos de ferramentas associadas a algum conjunto de tarefas. Na nossa metáfora da oficina os pacotes são os armários onde guardamos nossas ferramentas classificadas pelo tipo de uso. Por padrão o R abre alguns desses armários quando iniciamos uma sessão, os armários com as ferramentas básicas: eles que contem as funções que estamos usando.
        
-Além desses pacotes, existem outros que são distribuídos junto ao programa R, mas que não são abertos no início de uma sessão. São pacotes importantes,​ mas um pouco mais específicos ou especializados do que as ferramentas básicas. São como armários que estão trancados, com ferramentas que usamos menos frequentemente,​ precisamos destrancar e abrir para poder usar as ferramentas que estão neles. Para acessar esses pacotes utilizamos a função ''​library''​ que nos mostra os pacotes que estão instalados no nosso computador:+Além desses pacotes, existem outros que são distribuídos junto ao programa R, mas que não são abertos no início de uma sessão. São pacotes importantes,​ mas um pouco mais específicos ou especializados do que as ferramentas básicas. São como armários que estão trancados, com ferramentas que usamos menos frequentemente,​ precisamos destrancar e abrir o armário ​para poder usar as ferramentas que estão neles. Para acessar esses pacotes utilizamos a função ''​library''​ que nos mostra os pacotes que estão instalados no nosso computador:
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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 ==== Carregando Pacotes ==== ==== Carregando Pacotes ====
  
-Para utilizar as funções de um pacote, não basta o pacote estar instalado no computador, é necessário carregá-lo,​ ou seja abrir o armário contém as ferramentas! Para isso usamos a própria função ''​library''​ +Para utilizar as funções de um pacote, não basta o pacote estar instalado no computador, é necessário carregá-lo,​ ou sejaabrir o armário ​que contém as ferramentas! Para isso usamos a própria função ''​library'':​
-:+
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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-Agora o pacote ''​lattice''​ aparece na segunda posição do nosso ''​search''​. O que isso significa? ​Cada uma das posições ​que o search apresenta, representam ​o caminho de busca do R na memória. São como compartimentos ((chamados de "​Environments"​)) ​de memória. Quando executamos um comando o R busca os objetos na memória seguindo trajeto apresentado pelo ''​search''​. O primeiro compartimento que é procurado se chama ''​.GlobalEnv''​. Esse é o compartimento ​de memória ​do nosso **workspace** e o pacote ​que foi carregado recentemente é colocado na posição seguinte. O último compartimento é dedicado ao pacote ''​base''​ onde estão os objetos e funções básicas do R.   +Agora o pacote ''​lattice''​ aparece na segunda posição do nosso ''​search''​. O que isso significa? ​A lista que o ''​search'' ​apresenta ​é o caminho de busca do R por objetos. São como compartimentos ((chamados de "​Environments"​)) ​que conectam objetos em um mesmo escopo. Quando executamos um comando o R busca os objetos na memória seguindo trajeto apresentado pelo ''​search''​. O primeiro compartimento que é procurado se chama ''​.GlobalEnv''​. Esse é o compartimento do nosso **workspace** ​ou seja, onde estão os objetos que construímos ((tecnicamente o que os environments contém são os nomes e o caminho para a memoria onde está armazenada o conteúdo do objeto)). O pacote carregado ​mais recentemente é colocado na posição seguinte ​ao ''​.GlobalEnv''​. O último compartimento é dedicado ao pacote ''​base''​ onde estão os objetos e funções básicas do R.   
  
  
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 Quais funções estão disponíveis em um pacote instalado? Qual documentação está disponível junto ao pacote? Quais funções estão disponíveis em um pacote instalado? Qual documentação está disponível junto ao pacote?
-Essas informações podem ser encontradas em um outro tipo de ajuda de documentação do R, o ''​help.start''​. +Essas informações podem ser encontradas em um outro tipo de ajuda de documentação do R, o ''​help.start''​. ​Esta função ​abre toda a documentação geral do R que foi instalada no computador, inclusive os pacotes. Apesar ​da documentação ​ser apresentada no seu navegador, ela está localmente instalada e não precisa de internet para ser consultada. Para encontrar a documentação específica de um pacote instalado, clique ​no link ''​Packages''​. Navegue nessa documentação para se habituar a ela.
-Que abre toda a documentação geral do R que foi instalada no computador. Apesar ​de ser um hipertexto, ela está localmente instalada e não precisa de internet para ser aberta. Para encontrar a documentação específica de um pacote instalado ​entre no link ''​Packages''​. Navegue nessa documentação para se habituar a ela.+
  
 <code rsplus> <code rsplus>
Linha 406: Linha 405:
 ===== Instalando Pacotes ===== ===== Instalando Pacotes =====
  
-{{:​02_tutoriais:​tutorial1b:​18.png?​400 ​ |}}Quando estamos trabalhando em uma oficina normalmente chegamos a um ponto em que precisamos de uma ferramenta que não está disponível localmente. Nesses momentos precisamos nos deslocar até uma loja especializada para adquirir as ferramentas necessárias. As loja do R são os repositórios de pacotes,  ​oficial é o CRAN [[https://​cran.r-project.org/​]]. ​+{{:​02_tutoriais:​tutorial1b:​18.png?​400 ​ |}}Quando estamos trabalhando em uma oficinanormalmente chegamos a um ponto em que precisamos de uma ferramenta que não está disponível localmente. Nesses momentosprecisamos nos deslocar até uma loja especializada para adquirir as ferramentas necessárias. As lojas do R são os repositórios de pacotes. E o repositório ​oficial ​do R é o CRAN [[https://​cran.r-project.org/​]]. ​
  
 Entre os três principais repositórios ((CRAN, GitHub e Bioconductor)),​ em consulta feita em 31 de julho de 2020, existiam 20.205 pacotes contendo mais de **3,1 milhões de funções** disponíveis para o R(([[https://​www.rdocumentation.org/​]]))! Entre os três principais repositórios ((CRAN, GitHub e Bioconductor)),​ em consulta feita em 31 de julho de 2020, existiam 20.205 pacotes contendo mais de **3,1 milhões de funções** disponíveis para o R(([[https://​www.rdocumentation.org/​]]))!
  
-Nesse universo de itens disponíveis fica difícil encontrar a melhor ferramenta para a tarefa que queremos executar. Existem várias ferramentas para auxiliar nessa tarefa. Aconselhamos fortemente a usar e inciar ​a sua busca pelo ''​Task Views''​ disponível no site oficial do CRAN. Que são revisões de pacotes disponíveis separadas por temas, normalmente áreas de pesquisa (ecologia, genética, economia...) ou tipos de análises (bayesiana, multivariada,​ espacial...).+Nesse universo de itens disponíveisfica difícil encontrar a melhor ferramenta para a tarefa que queremos executar. Existem várias ferramentas para auxiliar nessa tarefa. Aconselhamos fortemente a usar e iniciar ​a sua busca pelo ''​Task Views''​ disponível no site oficial do CRAN. Eles são revisões de pacotes disponíveis separadas por temas, normalmente áreas de pesquisa (ecologia, genética, economia...) ou tipos de análises (bayesiana, multivariada,​ espacial...).
        
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Linha 417: Linha 416:
  
 Entre no site do [[https://​cran.r-project.org/​ | CRAN ]] e navegue para **Task Views** > **Environmetrics**. Nele irá encontrar uma revisão sobre as ferramentas disponíveis para análises de dados na área de ecologia, dividida em tópicos. É muito útil, inclusive para saber quanto confiável e estável é um pacote. Na documentação está a descrição de um dos pacotes mais importantes para análise de dados multivariados em ecologia de comunidades chamado ''​vegan''​. Um pacote com cerca de 20 anos, atualizado frequentemente com incorporação de novas metodologia e que já foi muito testado, um pacote clássico para a ecologia.  ​ Entre no site do [[https://​cran.r-project.org/​ | CRAN ]] e navegue para **Task Views** > **Environmetrics**. Nele irá encontrar uma revisão sobre as ferramentas disponíveis para análises de dados na área de ecologia, dividida em tópicos. É muito útil, inclusive para saber quanto confiável e estável é um pacote. Na documentação está a descrição de um dos pacotes mais importantes para análise de dados multivariados em ecologia de comunidades chamado ''​vegan''​. Um pacote com cerca de 20 anos, atualizado frequentemente com incorporação de novas metodologia e que já foi muito testado, um pacote clássico para a ecologia.  ​
-A forma mais prática para instalar um pacote do CRAN é utilizar a função interativa ''​install.packages()''​. Essa função irá abrir uma janela para que o usuário escolha qual o espelho do CRAN de onde o pacote virá e em seguida lista todos os pacotes que estão no repositório. Como são muitos é aconselhável usar o argumento ''​pkgs''​ que recebe um vetor de caracteres com os nomes dos pacotes a serem instalados ((VEJA A DOCUMENTAÇÃO!!!)) ​+A forma mais prática para instalar um pacote do CRAN é utilizar a função interativa ''​install.packages()''​. Essa função irá abrir uma janela para que o usuário escolha qual o espelho do CRAN de onde o pacote virá e em seguida lista todos os pacotes que estão no repositório. Como são muitos ​pacotes disponíveis ​é aconselhável usar o argumento ''​pkgs''​ que recebe um vetor de caracteres com os nomes dos pacotes a serem instalados ((VEJA A DOCUMENTAÇÃO!!!)) ​
  
  
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-Agora vamos verificar se o  pacote está instalado consultando o ''​help.start()''​ e verificando se aparece na na lista de pacotes instalados. ​Vá no link abaixo ​do ''​Descrition File''​ denominado ''​User guides, package vignettes and other documentation''​ e abra o documento com o tema ''​Diversity analysis in vegan''​. ​+Agora vamos verificar se o  pacote está instalado consultando o ''​help.start()''​ e verificando se aparece na na lista de pacotes instalados. ​Clique ​no link com o nome do pacote (i.e. ''​vegan''​) e em seguida vá no link denominado ''​User guides, package vignettes and other documentation''​ e abra o link contendo ao lado esquerdo do tema ''​Diversity analysis in vegan''​. ​
  
 <code rsplus> <code rsplus>
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 </​code>​ </​code>​
  
-Vá no link ''​Packages''​ e selecione o pacote ''​vegan''​ na lista de pacotes. A página inicial do pacote com o título **Community Ecology Package** conterá ​o link para a documentação ​de cada uma das funções do pacote. São muitas, mais de 500! Felizmente a documentação do pacote é muito completa e tem alguns tutoriais incluídos que são chamados de ''​Vignettes''​. Essas vinhetas são de grande ajuda para quem precisa estudar um pacote. ​ Abra a vinheta sobre ''​Diversity analysis in vegan'',​ navegue no documento. São 12 páginas condensadas sobre análises de diversidade,​ mostrando como faze-las no ''​vegan''​ e com exemplos muito ilustrativos.+Agora clique novamente ​link ''​Packages''​ e selecione o pacote ''​vegan''​ na lista de pacotes. A página inicial do pacotecom o título **Community Ecology Package**conterá ​os links para a documentação das funções do pacote. São muitas! Felizmente a documentação do pacote é muito completa e tem alguns tutoriais incluídos que são chamados de ''​Vignettes''​. Essas vinhetas são de grande ajuda para quem precisa estudar um pacote. ​ Abra a vinheta sobre ''​Diversity analysis in vegan'',​ navegue no documento. São 12 páginas condensadas sobre análises de diversidade,​ mostrando como fazê-las no ''​vegan''​ e com exemplos muito ilustrativos.
  
 ===== Esquema do Mapa do R ===== ===== Esquema do Mapa do R =====
  
-Esse tutorial é uma base muito importante para que o usuário se torne fluente na linguagem e se posicione no ambiente de programação. Uma boa sugestão é retornar a esse tutorial depois que tiver alguma experiência no R para sedimentar os conceitos aqui apresentados. Abaixo o esquema que apresentamos em aula e no inicio desse tutorial. Garanta que consegue se localizar nele.+Esse tutorial é uma base muito importante para que o usuário se torne fluente na linguagem e se posicione no ambiente de programação. Uma boa sugestão é retornar a esse tutorial depois que tiver alguma experiência no R para sedimentar os conceitos aqui apresentados. Abaixo o esquema que apresentamos em aula e no início deste tutorial. Garanta que consegue se localizar nele.
  
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02_tutoriais/tutorial1b/start.1639603100.txt.gz · Última modificação: 2021/12/15 19:18 por adalardo